sábado, 23 de março de 2013

Música Brasileira


A música brasileira é também resultado de uma mistura de povos e costumes. Nossa música tem sua origem nos rituais indígenas, na dança africana e nas tradições europeias. Essa grande miscigenação garantiu características marcantes a uma música cheia de história que retrata um povo criativo e feliz.
Para falar de nossa música, não podemos fugir de nossa história. Começamos com as cantigas populares, os sons africanos, as fanfarras militares, as músicas religiosas, as canções eruditas europeias e os sons tribais que entre os séculos XVI e XVII iniciaram nosso estilo musical.
Nos séculos XVIII e XIX destacavam-se nas cidades em desenvolvimento dois ritmos, o lundu e a modinha. O lundu, de origem africana, caracterizava-se por um forte apelo sensual e uma batida rítmica dançante. Já a modinha, de origem portuguesa, trazia a melancolia e falava de amor numa batida calma e erudita. Na segunda metade do século XIX surgiu o choro ou chorinho, a partir da mistura do lundu, da modinha e da dança de salão europeia. O gênero é um ritmo agitado e alegre, caracterizado pelo improviso dos participantes. O choro é considerado a primeira música popular urbana típica do Brasil. Em 1899 a cantora Chiquinha Gonzaga compôs a música Abre Alas, uma das mais conhecidas marchinhas carnavalescas da história.
No início do século XX começaram a surgir as bases do que seria o samba. Nos morros e dos cortiços do Rio de Janeiro, houve as primeiras misturas dos batuques e rodas de capoeira com os pagodes e as batidas em homenagem aos orixás. Também o carnaval tomou forma com a participação de mulatos e negros ex-escravos.
O ano de 1917 é um marco pela composição do primeiro samba, feito por Ernesto dos Santos, e pela primeira gravação de Pixinguinha.
Com o crescimento e popularização do rádio nas décadas de 1920 e 1930, a música brasileira foi muito divulgada. Nesta época destacaram-se Ary Barroso, Dorival Caymmi, Lupicínio Rodrigues e Noel Rosa. Surgiram também intérpretes como Carmen Miranda, com números musicais de forte apelo à sensualidade e à comédia leve, com críticas sociais e políticas.
Na década de 1940 destacou-se Luis Gonzaga, o rei do baião, falando sobre o cenário da seca nordestina com músicas como Asa Branca. No fim dos anos 50 surgiu a bossa nova, um estilo sofisticado e suave, que levou as belezas brasileiras ao exterior, mostrando as qualidades do povo e divulgando a famosa Garota de Ipanema. Muitos cantores e compositores de sucesso foram surgindo. Tom Jobim e João Gilberto ganharam reconhecimento no cenário internacional.
A televisão começou a influenciar a música com sua popularização na década de 60. Foi nesta época que a TV Record organizou o Festival de Música Popular Brasileira, lançando movimentos como o Tropicalismo e a Jovem Guarda.
A Jovem Guarda tinha influências do rock americano com uma temática romântica. Seus nomes de sucesso foram Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa. Já o movimento tropicalista mesclou manifestações tradicionais da cultura brasileira com inovações estéticas radicais.
O Tropicalismo propunha um som universal, longe do folclore, com tendências cosmopolitas. Seus seguidores tinham objetivos sociais, políticos e comportamentais, engajados em protestos contra aditadura militar, por exemplo. Grandes nomes do movimento, como Caetano Veloso e Gilberto Gil, foram perseguidos e exilados. O movimento teve sua principal atuação na música, onde artistas como Tom Zé e Rita Lee assumiram papel de grande importância. O auge do movimento tropicalista foi no Festival de Música Popular Brasileira em 1967, no qual Caetano Veloso interpretou Alegria, Alegria e Gilberto Gil, ao lado do grupo Mutantes, interpretou Domingo no Parque. O disco Tropicália foi lançado, registrando para sempre na história as características deste movimento.
A transição para a década de 1970 foi marcada pelo surgimento da Música Popular Brasileira (MPB).Com influência de outros ritmos como o rock e o samba, a MPB teve grande difusão, originando uma enorme variedade de cantores de sucesso, entre eles Chico Buarque, Elis Regina e Marisa Monte. Em 1970 a música brasileira já era extremamente reconhecida. Nara Leão gravou músicas de Cartola e Nelson do Cavaquinho. Vindas do Nordeste, Gal Costa, Maria Bethânia e Elba Ramalho caíram no gosto popular.
Nas décadas de 1980 e 1990 começaram a fazer sucesso novos estilos musicais, que recebiam fortes influências do exterior. Foi o caso do rock e do punk, que marcaram o festival Rock in Rio, com uma temática fortemente urbana, tratando de temas sociais, juvenis e amorosos. Data deste período o surgimento dos Paralamas do Sucesso, Cazuza, Cássia Eller e Raul Seixas.
Os anos 90 também foram marcados pelo crescimento da música sertaneja ou country. Neste contexto, com um forte caráter romântico, despontaram no cenário musical artistas como Chitãozinho e Xororó, Zezé di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo. Nesta mesma época, no cenário rap assumiram papel de destaque Gabriel, o Pensador e O Rappa.
O século XXI começou com o sucesso de grupos de rock com temáticas voltadas para o público adolescente. São exemplos: Charlie Brown Jr. e Skank.
Aqui também vale a pena mencionar a predominância das mulheres no campo da interpretação de canções. Desde a antiga era do rádio até os dias atuais, as mulheres são maioria. Em 2006, mais de cem discos de intérpretes femininas foram lançados. No mesmo período, apenas 34 álbuns de artistas masculinos saíram ao mercado.

Com a crescente abertura do Brasil à cultura globalizada, tivemos também uma valorização de nossas raízes históricas. A música mostrou, mais uma vez, originalidade e variedade, mesmo retomando ritmos e músicas popularmente conhecidas.
A criativa fusão de influências diversas e a riqueza de gêneros musicais nos dão liberdade de recriar e reaproveitar. O samba, o sertanejo, o forró, o funk, o hip hop, os sons baianos e a música eletrônica fazem parte dos ritmos que produzimos hoje no Brasil.
A música brasileira cresce, evolui e se transforma, alcançando o mundo todo com a alegria a diversidade típica de nosso povo.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Poesia na música

Quem nunca ouviu uma música que parece até poesia? Pois é, algumas letras de canções bem populares foram realmente inspiradas em poemas conhecidos. 

Exemplos: 


Legião Urbana – ‘Monte castelo’:  Também composta por trechos bíblicos, a letra traz um dos mais conhecidos sonetos da literatura mundial, do poeta português Luís Vaz de Camões: “Amor é fogo que arde e não se vê”. O soneto faz parte da lírica amorosa do Classicismo, publicado postumamente, em 1595, e foi resgatado por Renato Russo em 1989.  

Roberto Carlos - 'Eu sei que vou te amar': a parceria com Caetano Veloso no tributo a Tom Jobim rendeu uma bela homenagem a Vinicius de Moraes. A canção original já é a adaptação de uma poesia, mas a versão de Roberto ganha brilho com a declamação do "Soneto de fidelidade", uma das obras mais conhecidas do Poetinha.

Fagner – ‘Canteiros’:  O cantor e compositor adaptou uma estrofe do poema “Marcha”, de Cecília Meirelles  e fez um  hit nacional. A obra  de Cecília é sempre carregada de musicalidade. As palavras mais sugerem do que descrevem e as fortes impressões sensoriais de seus poemas facilitam a adaptação da literatura para o universo musical.

Paulo Diniz – ‘E agora José?’: O cantor pernambucano transformou “José”, de Carlos Drummond de Andrade,  em música.  O poema foi escrito em 1942 e expressa o sentimento dos modernistas de confronto do homem com a realidade na época em que o Brasil vivia a ditadura de Getúlio Vargas e a segunda Guerra Mundial.  Drummond reconheceu em texto publicado em uma coluna de jornal que após ouvir ‘E agora José?’ não conseguia mais ler o poema sem cantar a música. 

Frejat – ‘Amor para recomeçar’
: A letra foi inspirada no poema ‘Desejo’, do escritor francês Victor Hugo.  Na época do lançamento, em 2001, uma falha técnica da gravadora omitiu o nome do escritor nos créditos da música nas primeiras 50 mil cópias do álbum.  O erro foi corrigido, mas as acusações de plágio circularam em várias discussões pela internet. em listas de discussões pela Internet.
Lembrou de mais alguma música com trechos de poesias famosas? Secos & Molhados, Maria Bethânia, Titãs e outros artistas também exploraram o universo literário. Deixe seu comentário!

Sorria!'


Faça um exercício... sorrir! Isso mesmo, sorrir é fundamental até mesmo quando estamos de mal com o mundo e quando tudo parece não ter solução! Sorria, mesmo que seja de suas fraquezas, mesmo que seja forçado e de frente ao espelho (garanto que em seguida virá outro sorriso mesmo que devido ao pensamento: “não acredito que estou fazendo esse papel de bobo!”).
Sorrir é contagiante... um sorriso atrai outro, muda dias ruins, cria laços, faz a gente relaxar... Quando sorrimos liberamos endorfina, que nos alivia das tensões e serotonina, que nos dá prazer e sensação de bem-estar!
O sinal universal de felicidade pode fazer bem para todo mundo. Uma pessoa que está sempre com um sorriso no rosto transmite alegria, sociabilidade, espontaneidade, confiança... essa pessoa é facilmente promovida no trabalho, tem sempre pessoas ao redor de si e grandes amizades...
Quando éramos crianças, tudo era motivo para sorrir... os aviõezinhos, a cara boba da mãe, a ameaça do tio de nos pegar, a música tocando, o desenho na TV, a mordida no pé, as palmas no “parabéns” em fim... não é à toa que olhamos pra traz e pensamos no quanto éramos mais felizes. É simples, nos alegrávamos com pouco, conseguíamos ver beleza e diversão nas pequenas experiências, estávamos livres de julgamento moral, das críticas, nos deixávamos aproveitar de todas as nossas sensações e nos contagiar...
Se tudo vai mal, experimente sorrir! A cara feia só atrai mais cara feia... misturando tudo numa feiura só! Quebre o ciclo! Sorria nem que seja das suas bobeiras, dos seus erros... Imagine as pessoas “difíceis” de convivência em situações engraçadas... com uma melancia na cabeça, com uma orelha de elefante...em fim! Tenho certeza que você vai sorrir e irá mudar bastante a direção do seu dia e, quem sabe, poderá conhecer melhor as pessoas ao seu redor.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Rock ou Pop rock


Qual sua preferência? Qual a diferença? 
A distinção surgiu na década de 60, quando o rock passou a extrapolar o formato de canção com refrão, melodia grudenta e duração média de dois a três minutos - o que serviria, aliás, como uma boa definição de música pop, feita, de fato, para tocar no rádio, seja com ritmo agitado ou como balada romântica. Os Beatles foram os principais responsáveis para que o termo rock passasse a significar música jovem de maior valor artístico e relevância social que a canção popular (raiz óbvia do termo pop), supostamente descartável. Porém, os próprios Beatles continuam sendo até hoje a grande prova de que é possível ser rock e pop ao mesmo tempo.
O vocalista Bono, do U2, tem uma frase famosa sobre o assunto: "O pop diz que tudo está bem e o rock diz que não está, mas é possível mudar". Assim, ele contrapõe uma atitude autêntica e revolucionária (a dele, é claro) a outra, conformista e superficial. Mas um fã de bandas de rock pesado, como o Metallica, provavelmente acha que o U2 é pop demais para ele - comprovando que as duas categorias são totalmente flexíveis e subjetivas.
Recomendo: Green Day - http://www.deezer.com/br/artist/52 

quarta-feira, 13 de março de 2013

Reggae


reggae é constantemente associado ao movimento religioso rasta fari, que, de fato, influenciou muitos dos músicos apologistas do estilo reggae nas décadas de 1970 e 1980. De qualquer maneira, o reggae trata de vários assuntos, não se restringindo à cultura rastafariana, como o amor, o sexo e principalmente a crítica social.
Uma das características que podem caracterizar o reggae é a crítica social, como por exemplo cantar a desigualdade, o preconceito, a fome e muitos outros problemas sociais.


Recomendo pra hoje: Músicas tranquilas, relaxantes, para tirar o stress, aumentar sua auto estima, enfim pra ficar de bem com a vida!'





http://www.deezer.com/br/album/403942

http://www.deezer.com/br/playlist/248764853 


terça-feira, 12 de março de 2013

Música estimulante

Cientistas descobrem um inesperado poder da música 

Mais de sete mil corredores de uma meia-maratona que ocorreu em Londres, no Reino Unido, no início de outubro, estavam sob o efeito de um poderoso estimulante para aumentar a performance: a música pop. Pesquisadores identificaram que algumas trilhas sonoras podem ser até mais poderosas e eficientes para o desempenho de atletas do que substâncias ilegais que são encontradas com freqüência em exames antidoping.


A música também é uma ótima maneira de regular o humor, tanto antes como durante as atividades físicas. Muitos atletas se apegam à música como se fosse uma droga lícita, utilizando-a como estimulante ou sedativo. A excitação também pode se reduzir no caso de se ouvir uma canção mais lenta.


A relação com o desempenho atlético é apenas um exemplo dos avanços médicos que os cientistas buscam analisar para compreender melhor o incrível poder da música sobre a mente e o corpo. Eles acreditam que essa força é capaz de acabar com dores, reduzir o estresse e aumentar a capacidade cerebral das pessoas.


Exemplo de música estimulante: http://www.youtube.com/watch?v=w6lhNxk-sbo

segunda-feira, 11 de março de 2013

Música romântica


Love You Till The End - Tradução: Te Amo Até o Fim 

Música tema do filme : P.S. Eu Te Amo 


Dedico a minha doce e amada namorada: 

Lidiane (http://www.blogger.com/profile/10185533767531239103)

Eu só quero ver você
Quando você estiver sozinha
Gostaria apenas de ter você se eu puder
Eu só quero estar lá
Quando a luz da manhã explode
No seu rosto, que se irradia
Eu não posso escapar
Eu te amo até o fim

Quero apenas dizer-lhe nada
Do que você não quer ouvir
Tudo o que eu quero, é para você dizer
Por que você não me leva
Para onde eu nunca estive antes
Eu sei que você quer me ouvir
Segure meu fôlego
Eu te amo até o fim

Só quero estar lá
Quando estivermos presos na chuva
Eu só quero ver você rir, não chorar
Eu só quro te sentir
Quando a noite colocar seu disfarce
Estou sem palavras, não me diga
Porque é tudo o que consigo dizer
Eu te amo até o fim

A música que acalma


Existem muitos métodos para acalmar as pessoas, um desses métodos é a música, as músicas conseguem acalmar até animais, os poderes tranquilizantes do som são usados até em terapias.
As músicas para acalmar são usadas principalmente em crianças pequenas quando são muito agitadas, assim a criança fica bem mais cala. Existem varias musicas relaxantes, podem ser sons feitos por orquestras ou te músicas naturais.
Os CD de músicas naturais são os mais vendidos, essas músicas imitam sons da natureza como chuva, cachoeira, vento entre as arvores, entre outros. É comprovado que elas realmente acalmam, se você anda nervoso ou preocupado essa pode ser uma boa opção.
Se você só consegue descansar enquanto ouve uma boa música, pode comemorar. Isso porque um grupo de cientistas decidiu ir atrás da canção perfeita para fazer com que alguém possa relaxar da melhor maneira possível. A ideia era encontrar as batidas, frequências e pausas perfeitas para fazer com que a pessoa acalme seu estado de espírito em qualquer situação.

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/musica/19461-ouca-a-musica-mais-relaxante-do-mundo.htm#ixzz2NEO91Lva



http://soundcloud.com/justmusiclabel/marconi-union-weightless

sábado, 9 de março de 2013

Musicaterapia

Além de despertar as mais variadas sensações, a combinação correta de sons, ritmos e melodias pode fazer maravilhas por sua saúde física e emocional.


    Corpo, voz e instrumentos musicais. O que vem à cabeça quando esses três elementos são mencionados? Pode-se pensar em uma apresentação musical ou em uma peça de teatro. Mas não se trata disso. Tais recursos, trabalhados em conjunto, também podem ter caráter terapêutico. É a partir dessa ideia que se desenvolve a chamada musicoterapia, ciência que aposta na música como uma potente ferramenta para a promoção de saúde e bem-estar.
    No começo do século 20 a ciência moderna começou a suspeitar que música e medicina realmente tinham tudo para formar uma promissora parceria. Durante a Primeira Guerra Mundial, hospitais do exército americano contratavam músicos profissionais e amadores para tocar aos soldados que sofreram danos irreversíveis quando estavam no campo de batalha. Depois de um tempo, foi constatada a melhora significativa dos veteranos, fato que chamou a atenção da classe médica e fez com que a terapia musical passasse a ser levada a sério pela comunidade científica.